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Mudar de um tratamento que contenha outros inibidores da protease para atazanavir/ritonavir, não reduz de modo significativo a gordura visceral acumulada no abdómen, uma característica do síndroma de lipodistrofia – como mostram os resultados às 48 semanas, de um estudo randomizado, apresentado esta terça-feira na 17ª conferência internacional de SIDA, na Cidade do México.
A acumulação de gordura visceral no abdómen verifica-se em 10% a 15% das pessoas que estão medicadas com terapêutica anti-retroviral há mais de 2 anos. Hoje em dia é menos comum do que no passado, provavelmente devido às novas combinações de medicamentos usadas na Europa e na América do Norte. Esta característica era no princípio conhecida como “Crix Belly” – Barriga Crix - quando começou a ocorrer em 1997/1998 na primeira vaga de doentes tratados com o inibidor da protease indinavir (Crixivan).
A diferença em relação à obesidade “normal” é que há apenas acumulação de gordura visceral – a gordura “sólida” instalada à volta dos órgãos que estão na cavidade abdominal. Este tipo de acumulação de gordura, aumenta o risco de doença cardíaca, principalmente quando se verifica no contexto de outras alterações bólicas, por exemplo, um nível de colesterol aumentado.
A acumulação de gordura visceral continua a ser um problema para alguns doentes com infecção pelo VIH, mas as causas continuam a ser mal compreendidas. Não está esclarecido
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