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Vizinhos na estrada da Borracha, que dá acesso à cidade de Xapuri, a recém-inaugurada fábrica estatal de PRESERVATIVOS e um frigorÃfico dão ao visitante um resumo da novela do combate ao desmatamento na terra de Chico Mendes, sob um céu tomado pela fumaça -trazida pelos ventos de queimadas das vizinhas Rondônia e BolÃvia, dizem os locais.
A fábrica, que só deverá entrar em operação no mês que vem, começa a reativar a produção de látex na região. O frigorÃfico abate, em média, cem cabeças vindas por mês da reserva extrativista Chico Mendes. O preço de um dia de trabalho nos seringais não supera o valor pago pela arroba do gado.
"É uma luta desigual, porque o gado dá mais", contabiliza o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), que estuda uma edição da operação de apreensão de gado ilegal na reserva extrativista Chico Mendes, sob aplausos da viúva do lÃder seringueiro, Ilzamar: "Acho aquele negócio de boi pirata legal demais".
Mas o ministro espera efeito mais relevante da medida aprovada pelo Conselho Monetário Nacional, que prevê o pagamento de subsÃdios aos produtores para a garantia de preço mÃnimo de R$ 3,50 por quilo de borracha natural. Esse preço corresponde ao custo da borracha importada da Malásia e supera o valor médio pago aos seringueiros extrativistas no Amazonas e no Acre, de R$ 2,70 por quilo.
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