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Biomarcadores na urina podem predizer o risco cardiovascular em pessoas medicadas com terapêutica anti-retroviral
Liz Highleyman & Kelly Safreed-Harmon, Thursday, August 07, 2008
Certos biomarcadores na urina relacionados com a inflamação e o stress oxidativo estão relacionados com o prognóstico de doenças cardiovasculares e poderão ajudar a diminuir o risco de problemas cardÃacos nas pessoas seropositivas para o VIH.
A doença cardiovascular é uma crescente preocupação, à medida que as pessoas com VIH vivem mais tempo. Diversos estudos concluÃram uma associação entre a doença cardÃaca e a terapêutica anti-retroviral e o ensaio clÃnico SMART de interrupção do tratamento demonstrou que a contÃnua replicação do vÃrus do VIH parece aumentar o risco de doença cardÃaca e renais.
A inflamação, o stress oxidativo e disfunção endotelial (vasos sanguÃneos) contribuem para a aterosclerose – endurecimento das artérias - que poderá conduzir a um enfarte do miocárdio ou a acidente cardiovascular – e a infecção para o VIH ou o seu tratamento poderá influenciar estes factores.
Vários factores demográficos e comportamentos de risco, assim como marcadores biológicos, tais como nÃveis elevados de gorduras, aumentam as probabilidades de doença cardÃaca. Contudo, estes factos poderão subestimar o risco da doença cardiovascular nas pessoas com VIH e seria útil disponibilizar facilmente marcadores laboratoriais que alertassem para o desenvolvimento de aterosclerose, numa fase precoce.
Michael Bolger e a sua equipa de investigadores, da Vanderbilt University nos EUA, conduziram um estudo piloto transversal de forma a analisarem a relação entre os nÃveis de quatro biomarcadores designados por ecosanoides e os tradicionais riscos da doença cardiovascular.
A análise incluiu 33 pessoas seropositivas para o VIH, incluÃdas num outro estudo coorte. Cerca de um quarto dos participantes eram mulheres, 55% não caucasianas, com uma idade média de 45 anos.
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