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A hora e a vez da Camisinha
Saymon Nascimento, do A TARDE On Line
A pergunta é simples, mas a resposta é embaraçosa. “Quem tem uma Camisinha na carteira ou na bolsa?” De um grupo de 15 alunos reunidos depois da aula no Cefet-BA, no Barbalho, nenhum respondeu “sim” ao repórter.
A desculpa varia. “Não posso andar com Camisinha por causa da fidelidade. Se tiver uma no bolso minha namorada vai pensar que eu estou com outra”, justifica Marcos César, 18. “Eu uso Camisinha com ela, mas sempre deixo em casa”.
No namoro anterior, Marcos passou um susto por não ter se prevenido. “Transamos sem proteção e ela pensou que estava grávida. Fiquei com a consciência pesada. Não gosto de Camisinha, mas sei que tenho obrigação de usar. Aprendi que, se não tiver preservativo, tenho que parar o lance”.
Andreia Cerqueira, 16, tem uma explicação do gênero para não andar prevenida. “Se o menino quer transar comigo, ele que leve a Camisinha. Não deixo de andar com Camisinha porque minha mãe reclamaria ou coisa do tipo, mas isso é obrigação do garoto”, argumenta.
No Colégio Raphael Serravalle, na Pituba, o resultado é mais animador. Pelo menos um terço dos estudantes reunidos tem um preservativo em mãos, incluindo as meninas. “Sempre ando com Camisinha. Compro na farmácia e não tenho vergonha disso. Se não tiver uma no bolso, nem fico com o cara”, afirma Camila
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