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Paradoxo
Se há uma coisa que atormenta um depressivo, esta coisa é uma noite sem estrelas.
Hoje estou atormentado.
E ao constatar isso vejo o quanto mudei com o passar dos anos… Antes, na minha “juventude”, quando eu era um DJ na noite, minhas baladas duravam três, quatro noites… E estas três quatro noites eram de farras, diversão e alegria. Não havia em mim esta introspecção, este clima de “algo à espreita”, me ameaçando com não sei que. Hoje, isso é uma constante.
E é com uma saudade imensa que eu olho para o passado e vejo as ruas por onde andei, as camas que compartilhei, os desatinos que cometi, as loucuras impublicáveis que perpetrei, as mulheres que amei…
Daise… Débora… Gabi… Sonia… Simone… Potira (índia mesmo, lá do Xingu), Wan (a chinesa maluca que colocou a máfia chinesa atrás de mim)…Aldeíde… e outras tantas que nem me lembro o nome ou, uma pena, o rosto… E para cada nome seguido por reticências eu poderia contar uma história e mostrar o quanto eu fui amado e o quanto amei; e poderia mostrar também quantas vezes fui canalha e quantas canalhices foram feitas comigo…
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Ruim
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