http://www.mymemory.com.br   Para melhor entender este texto recomento que se leia VERA.

Segunda feira foi dia de analista. E eu estava um bocado perturbado com o relembrar Vera.

Ficou uma sensação de elo perdido, um leque de possibilidades inexplorado e, enfim, por conta da minha imaturidade se criou um abismo.

Cheguei ao consultório atrasado, mas mesmo assim dei o texto anterior para Éline ler.

Ela leu e conversamos.

Aí ela me demonstrou que eu ainda interpretara mal os fatos.

Não fora um relacionamento meramente sexual.

Se assim o fosse, ela não me perguntaria sobre minhas reais intenções para com ela.

E não se afastaria por eu não ter dado a resposta adequada.

Por outro lado, observando-se a mim e à tristeza com que eu narrava os fatos e a dor que senti na época (era um tempo em que eu era orgulhoso eu não clamaria pelo amor de uma mulher. Hoje, bem, as coisas são outras…) e saltava à vista que eu encontrava nela um verdadeiro suporte emocional que me dava carinho, atenção, colo e até mesmo sexo, dentro das limitações impostas por Vera e que eu acatava silenciosamente.
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